terça-feira, 29 de março de 2016

Como o dólar influencia na sua vida e na economia


De: Breaking Good - Renata Barreto

Quem é deste mundo e não passou esse ano numa colônia de férias em Marte, sabe muito bem que o dólar tem subido de valor cada vez mais. Ontem, dia 15 de setembro, o dólar fechou a R$3,86, ou seja, só neste ano houve aumento de 45,66%. No acumulado em 12 meses, a alta já é de quase 65%. O que muita gente não sabe, é que não precisa fazer viagens ao exterior para sofrer os impactos da subida desta moeda. E isso vamos explicar aqui.
A primeira coisa que temos que ter em mente é que consumimos diariamente produtos que podem ter sido feitos com materiais ou matéria-prima trazidos do exterior. Acha que estou falando de perfumes franceses, queijos holandeses ou um videogame de última geração? Esses produtos sofrem aumento de preço também, mas há inúmeras coisas básicas e simples que fazem parte do dia-a-dia de todo brasileiro que são impactadas diretamente e indiretamente pelo preço do dólar.
Produtos que foram produzidos aqui mas precisaram de algum componente importado ou efetivamente foram produzidos no exterior e exportados ao Brasil. Isso inclui até mesmo o nosso tradicional pão francês, já que boa parte do trigo utilizado para produzi-lo (mais precisamente 60%) vem do exterior. Também há forte impacto no setor de energia, pois hoje o Brasil importa 50% de gasolina e gás natural consumidos internamente. Peixes, vinhos, remédios, eletroeletrônicos, roupas, sapatos, automóveis, passagens aéreas, tudo isso é afetado diretamente pela alta do dólar, pois possuem componentes importados ou são totalmente importados.
Quando há aumento generalizado de preços, há o que chamamos de inflação. Isso significa que o dólar tem impacto direto sobre a inflação, que é a responsável por corroer o poder de compra das pessoas. Imagine que você tem um salário de R$1000,00 e que gasta R$200,00 por mês no supermercado. Se os preços dos produtos que você consome subirem e o seu gasto com supermercado for para R$250,00 ao mês, isso significa que você perdeu seu poder de compra ao gastar mais pelos mesmos produtos e reduzindo o que sobra do seu salário que será destinado a outras coisas.
Além disso, existe a questão do endividamento das empresas em dólar, que pode ser repassado para o consumidor final. A Petrobrás, por exemplo, tem 83% da sua dívida em dólar. Até pouco tempo atrás, o governo segurou artificialmente o preço dos combustíveis justamente para que não houvesse impacto na inflação. Entretanto, por esta manobra, acabou causando prejuízos a companhia, já que esta comprava combustível por um preço e vendia por um preço menor do que o custo, resultando no que chamamos de operação deficitária.
Apesar de haver grande impacto negativo, há alguns setores que podem se beneficiar da alta da moeda. Os setores exportadores acabam ganhando competitividade e/ou incremento de margem, uma vez que os produtos produzidos aqui ficam mais baratos para serem comprados no exterior. Entretanto, apesar de ganharmos competitividade, o Brasil não investiu nas indústrias e na tecnologia para produção de bens de maior valor agregado. Somos predominantemente exportadores de commodities, que são matérias primas como soja, café, açúcar, minério de ferro, petróleo bruto, entreoutros. Com a queda vertiginosa dos preços destes produtos, mesmo com aumento da exportação, os valores em termos reais são menores. Segundo estudo da Organização Mundial do Comércio, o Brasil sofreu uma queda de 7% em 2014, enquanto que a média mundial foi de crescimento de 1%. O fato de sermos majoritariamente exportadores de commodities, também nos faz depender de países como a China, que tem alta demanda por esta categoria. Quando há uma diminuição no crescimento do país, as exportações também caem.
Por outro lado, com um dólar bem mais caro (e também com a retração da economia), acaba havendo desestímulo à importação, ou seja, o brasileiro vai começar a dar preferência para o produto nacional, mesmo que tenha uma qualidade inferior por conta dos preços. Os setores mais afetados são os de bens intermediários e de bens de capitais, sendo que o mais atingido foi o setor automobilístico. Então, apesar de termos menos exportações, a importação está caindo em ritmo mais acelerado e ajuda no saldo da balança comercial. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, no comparativo entre agosto de 2015 e o mesmo mês do ano passado, tivemos uma queda de 24,33% na exportação e de 33,72% nas importações. O saldo da balança comercial entre estes mesmos meses variou positivamente em 132,24%. No ano, o superávit soma US$ 7,3 bilhões e a previsão do governo é de que ao fim de 2015 o superávit da balança comercial seja de US$12 bilhões.
Em economia, é importante analisar as consequências de todas as variáveis. Pode parecer algo muito distante da nossa realidade e dia-a-dia, mas na verdade todos somos atingidos.



segunda-feira, 28 de março de 2016

     A liberdade é retirada de pouco a pouco, como alguém corta um salame por fatias. Quando você não se importa com a repressão estatal ao direito de outros, cuidado: você poderá ser o próximo. E quando chegar a sua vez, pode ser tarde demais.
Um pequeno trecho de Bertold Brecht (1898-1956):
 “Primeiro levaram os negros, 
  Mas não me importei com isso  
  Eu não era negro.
  Em seguida levaram alguns operários,
  Mas não me importei com isso. 
  Eu também não era operário.
  Depois prenderam os miseráveis, 
  Mas não me importei com isso. 
  Porque eu não sou miserável.
  Depois agarraram uns desempregados, 
  Mas como tenho meu emprego 
  Também não me importei.
  Agora estão me levando, Mas já é tarde.
  Como eu não me importei com ninguém,
  Ninguém se importa comigo.”

quarta-feira, 16 de março de 2016

DECADAS ATRAS, FRIEDMAN JA DISCUTIA OS INCENTIVOS DAS INSTITUICOES A CORRUPCAO
- Por Milton Friedman
Muito se discute sobre corrupção no país da Lava Jato, mas o grande problema brasileiro não é a desonestidade de um ou outro político em especial. Denúncias recentes indicam que a má práticarecentemente prosperou em escala nunca antes vista na história deste país, mas  a corrupção brasileira é sistêmica: nossas instituições reproduziram produziram e reproduziram corrupção em toda a história nacional.
Para ajudar a esclarecer o debate sobre o tema, este Mercado Popular transcreveu e traduziu uma palestra de Milton Friedman, vencedor do Prêmio Nobel e economista mais influente das últimas décadas. O recado de Friedman é simples: como em quase tudo na vida, incentivos importam.

Há uma lei econômica fundamental, que até onde sabemos nunca foi refutada. Ela diz: “se você paga mais por alguma coisa, tenderá a ter mais desta coisa disponível”. Em outras palavras: se o valor que você está disposto a pagar por algo aumenta, você está incentivando alguém a fornecer mais disto. Neste sentido, com o aumento da burocracia, regulação e economia centralizada o governo tem cada vez mais criado incentivos para um comportamento imoral.
Temos feito o comportamento imoral bem mais rentável. No curso das mudanças em nossa sociedade, os governos têm estabelecido maiores incentivos para que as pessoas se comportem de forma que a maioria de nós considera imoral.

Reino Unido: de uma nação de contrabandistas a um país onde se respeita a lei

Para melhor ilustrar, tomemos o exemplo da Grã-Bretanha do século XVIII.
No século XVIII, a Grã-Bretanha era considerada uma nação de contrabandistas, de piratas, de forasteiros, de pessoas que não respeitavam a lei. No começo do século XX, por outro lado, a Grã-Bretanha obteve a reputação de ser um dos países que mais obedece à lei no mundo, com funcionários públicos incorruptíveis. Era então lugar comum: você não poderia subornar um funcionário público na Grã-Bretanha com a mesma facilidade que na Itália ou mesmo nos Estados Unidos.
Como o Reino Unido se converteu de uma nação de contrabandistas, sem respeito às leis, em uma nação de pessoas obedientes à lei? Bastante simples. Pela política de laissez-faire adotada no século XIX, que fez com que não houvesse leis pra burlar. Se você tinha um livre mercado completo, como você teve após a abolição das Corn Laws, não haveria mais contrabando.
Contrabando transformou-se em um termo sem sentido uma vez que os indivíduos eram livres para comercializar o que bem quisessem ao país. Ainda que quisesse, um cidadão não poderia ser contrabandista. Se você não precisa de um alvará para começar um negócio, se não precisa de uma licença para abrir uma fábrica, por que então subornaria um funcionário público? Os funcionários públicos se tornaram incorruptíveis porque não havia motivo para suborná-los.
É claro, como se fala nas aulas de antropologia, há um lag cultural entre as mudanças jurídico-econômicas e os padrões de comportamento da sociedade. Esses padrões de conduta, uma vez desenvolvidos, duram por algum tempo. Mas, da mesma forma como as mudanças não são imediatas, tampouco durarão para sempre. Nas últimas décadas, à medida que a Grã-Bretanha passou a uma economia mais controlada e centralizada, a reputação dos britânicos quanto a obediência às leis vem gradativamente desaparecendo.
No Reino Unido, ao meio do século XIX, viu-se repetidos escândalos com ministros, membros do parlamento, funcionários público envolvidos com suborno e corrupção. Por quê? Porque se estebeleceu um incentivo: tem-se mais leis para burlar agora.
É bem mais simples do que se parece. Quando as únicas leis são aquelas que todos consideram como corretas e válidas, elas tem uma grande força moral. Quando se tem leis que as pessoas separadamente não consideram como corretas e válidas, elas perdem sua força moral.
Poucas pessoas considerariam imoral dirigir mais rápido ou violar as regulações de comércio exteruir de um país estrangeiro. São pessoas que jamais pensaram em em roubar um centavo sequer de seu vizinho  – mas que também não hesitariam em manipular sua declaração de imposto de renda para que possam reduzir suas taxas em mil reais. Por quê? Porque enquanto um conjunto de leis tem um valor moral que as pessoas reconhecem, independente do governo ter aprovado essas leis, o outro conjunto de leis não apela ao instinto moral das pessoas.

Estados Unidos: lei seca e cigarros

Tomemos agora o exemplo dos Estados Unidos. A proibição do álcool durante a Lei Seca, teve efeitos desastrosos no ambiente de cumprimento das leis e moralidade. O que era considerado legal para comprar e beber, como certas bebidas alcóolicas, tornou-se ilegal. O efeito? Cidadãos cumpridores da lei se converteram em contrabandistas.
Um caso emblemático é o do contrabando de cigarro entre estados americanos. O imposto sobre cigarros no estado de Nova Iorque é muito maior que o da Carolina do Sul. Tonou-se, então, cada vez mais comum o contrabando de cigarros da Carolina do Sul para Nova Iorque, forjando-se selos de impostos e então vendendo-os ao público. Pois então, uma grande parte de todos os cigarros vendidos no estado de Nova York são contrabandeados.

Se você fornece um incentivo para as pessoas burlarem as leis, então há uma tendência que elas burlem as leis. É como a proibição do álcool em uma forma diferente. A resposta óbvia é para o estado de Nova York diminuir seus impostos, o que eliminaria o contrabando. E, tão importante quanto, liberaria os gastos com a repressão ao contrabando e permitiria dispensar os servidores públicos para o exercício de um trabalho útil.

terça-feira, 15 de março de 2016

Vídeo de Ranking dos Políticos

NÃO EXISTE NADA GRÁTIS

     Uma das ideias mais destrutivas que existem no Brasil eh a visão de que o Governo eh uma especie de papai noel. O governo brasileiro ja gasta metade das riquezas do paihs, mas se fizerem a vontade de muita gente ele ia acabar gastando tudo. Uns querem aposentadorias maiores, outros querem vale-leite,bolsa-empresario, mais obras, mais auxilio-creche, pensão para filhos de militar, vale-isso, vale-aquilo.
      O que muita gente não entende eh que o Governo não produz nada. Ele não consegue criar riqueza. Tudo que ele gasta eh tirado de um outro lugar, que eh sempre o mesmo lugar, o seu bolso. O que ele da com uma mão eh porque ele já tirou com outra. Geralmente se o Governo te da um real eh porque ja tirou dois do seu bolso.
     A medida que o Governo vai gastando mais e mais, ele vai cobrando mais e mais através de impostos. Pode ser imposto aberto que aparece no seu holerite e pode ser imposto escondido dentro das coisas que você compra. Mas uma coisa eh certa. Eh você que sempre, SEMPRE, paga a conta. E geralmente em dobro ja que o dinheiro que você paga em impostos vai sumindo no trajeto de você para o Governo e do Governo para você. Parte do seu dinheiro eh sempre roubado ou desperdiçado.
Teria sido muito melhor ter deixado seu dinheiro com você em paz, no seu bolso desde o começo.
     O principal problema do Brasil eh que temos uma ideia muito complicada sobre o que um Governo deve fazer. Governo bom eh aquele que faz muito bem feito algumas coisas fundamentais. Coisas que ninguém mais poderia fazer, como por exemplo, cuidar da segurança, cuidar dos direitos, das liberdades e ajudar as pessoas realmente necessitadas. E tudo isso precisa ser feito de um jeito barato e eficiente para sobrar mais dinheiro no bolso dos cidadãos. Voce certamente sabe gastar melhor seu dinheiro do que o Governo.

segunda-feira, 7 de março de 2016

THOMAS SOWELL: DO MARXISMO AO LIVRE MERCADO

- Por Thomas Sowell_ Capitalism Magazine, 2 de Janeiro de 2002. Traduçao: Tradutores de Direita

Como e por que eu larguei o esquerdismo de minha juventude para adotar as opiniões que tenho hoje, as quais são a favor do livre mercado e valores tradicionais? De certa forma, minha visão de como os seres humanos agem mudou mais do que a filosofia subjacente.
Quando eu era marxista, minha preocupação principal era em relação às pessoas comuns, pois achava que mereciam melhores condições de vida, mas a elite se aproveitava delas. Essa continua sendo minha maior preocupação, mas conforme os anos se passaram, aprendi que a elite cultural e a elite política fazem muito mais danos do que a elite econômica poderia um dia pensar em fazer.
Há uma explicação: as elites econômicas competem entre si. Se a General Motors não produz um tipo de carro que te agrade, você pode procurar na Ford, Chrysler, Honda, Toyota, etc. Mas se a Agência de Proteção Ambiental (EPA) chega no fundo do poço em relação ao serviço que presta, não há agência alternativa prestando o mesmo serviço ao qual se possa recorrer.
Mesmo quando uma empresa privada parece deter o monopólio da produção de um bem de consumo, como aconteceu com a Alcoa (Companhia de Alumínio da América), ela competirá com produtos alternativos. Se a Alcoa tivesse aumentado o preço do alumínio para aproveitar seu monopólio, muitas coisas fabricadas com alumínio passariam a ser produzidas com ferro, plástico, e outros tipos de materiais. O resultado final das forças do mercado foi, meio século depois do monopólio da Alcoa, o mercado passar a cobrar mais barato pelo alumínio do que cobrava inicialmente. Isso não se deu por altruísmo dos diretores da empresa, mas porque os competidores não lhes deixaram outra escolha.
A forma que você olha para o livre-mercado depende de como você enxerga o ser humano. Se todos fossem amáveis e gentis, o socialismo seria o melhor caminho. Em uma família tradicional, por exemplo, os recursos são gastos com as crianças, pois não ganham nenhum centavo sozinhas. Isso é socialismo doméstico, e até os capitalistas mais mesquinhos o praticam. Talvez um dia descobriremos criaturas em uma galáxia distante que conseguem conduzir uma sociedade inteira dessa forma. Mas a história dos seres humanos mostra que é inviável uma nação com milhões de pessoas funcionar dessa maneira.
O discurso do socialismo é inspirador, mas seus rastros na realidade são sombrios. Países que exportaram comida durante séculos, de repente se viram forçados a importar comida para evitar a fome, depois que a agricultura foi socializada. Isso aconteceu por todo o mundo, com pessoas de todas as raças. Qualquer um que tenha visto o contraste entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental, nos tempos em que metade da cidade era controlada por comunistas, não possui dúvidas em relação a qual sistema produz mais benefícios para o povo. As duas partes da cidade eram habitadas por pessoas de mesma raça, cultura e história, mas os que viviam na parte comunista eram muito mais pobres, além de terem menos liberdade.
Uma história parecida aconteceu na África, quando a Gana dependia de programas socialistas e a Costa do Marfim se baseava no livre-mercado, depois que ambos os países se tornaram independentes, na década de 1960. Gana começou com todas as vantagens. Sua renda per capita era o dobro da Costa do Marfim. Mas após duas décadas, com cada país sob influência de um sistema econômico diferente, 20% dos habitantes mais pobres da Costa do Marfim possuíam renda mais alta do que 60% da população de Gana.
Ineficiência econômica não é o pior aspecto de um governo socialista. A tentativa de reduzir a desigualdade econômica com o aumento da desigualdade política, que é a essência do marxismo, custou a vida de milhões de pessoas sob o poder de Stalin, Mao, Pol Plot, e muitos outros. Não se deve confiar o monopólio do poder sobre a vida das pessoas à políticos. Temos milhares de exemplos na história.
A minha vontade de que o povo tenha melhores condições de vida permanece, mas a experiência me mostrou, amargamente, que a maneira de alcançar este objetivo é o oposto do que eu imaginava.

TEXTO SOBRE EMPREENDEDORISMO MIRIM - BLOG DE ALEXANDRE BORGES

Com 8 anos, Jack Bonneau criou uma banca de limonadas, agora com 10 a Jack's Stands já é um sucesso. 
Jack é aluno do Young Americans Center for Financial Education, uma instituição especializada em educação financeira e empreendedorismo para crianças. O curso é ligado ao Young Americans Bank, de Denver, que fornece o capital inicial para empreendedores mirins como Jack Bonneau, que continua estudando normalmente enquanto desenvolve seu negócio.
Já no Brasil, criança é proibida de ter qualquer atividade que se pareça com trabalho, como no caso dos meninos do Clube Caiçaras no Rio que exerciam a função de boleiros nas quadras de tênis. As crianças recebiam alimentação, aprendiam o esporte e ganhavam dinheiro. Entre salários e gorjetas, podiam levar mais de R$ 1 mil por mês pra casa, muitas vezes a maior renda da família. O Clube ainda fazia um controle das notas das crianças no colégio.
O Ministério Público do Trabalho não quis conversa: proibiu o programa e mandou as crianças para as casas de doutrinação apelidadas de escolas em que seus professores terão oportunidade de explicar para eles que estão sem dinheiro por culpa da elite que foi proibida pelo MP de dar trabalho, dinheiro e treinamento para eles. Vão aprender também ideologia de gênero, educação sexual, dançar funk e ter aulas de como odiar o capitalismo malvadão enquanto ganham tempo de sobra para engravidar ou traficar.
Jack Bonneau ajuda a explicar os EUA, assim como o Ministério Público do Trabalho serve para mostrar porque o Brasil é um país que tem raiva do empreendedorismo, das atividades produtivas e é um país tão hostil aos investimentos e negócios. Mas não é só isso.
A disciplina e a ética do trabalho são também uma parte importante dar formação moral de crianças como Jack Bonneau, que entenderão o que é servir, ter responsabilidade, horário, respeito e como o sucesso na vida deve vir da prestação de bons serviços ao público, que retribuirá se tornando livremente consumidor de seus produtos.
O subdesenvolvimento não é uma obra do acaso nem cai do céu, é um trabalho competente e diligente de uma classe de sanguessugas antiliberais, antimercado e antitrabalho, mas principalmente anti-Brasil.

quinta-feira, 3 de março de 2016

CAPITALISMO DE COMPADRES - O QUE EH E POR QUE EH TAO RUIM

Jay Cost da Prager University - Video

     Para responder esta pergunta, vamos pensar a respeito sobre o bom e o antiquado capitalismo. Eh a premissa na livre troca de bens e serviços entre agentes independentes. Vamos dizer que eu queira comprar algum tipo de cereal. A loja do Steve esta vendendo o cereal que eu gosto por 4 dólares. A loja do Ted tem o mesmo só que por 5 dólares. Eu compro do Steve pois ele cria mais valor para mim e para ele. Enquanto isso, Ted agora tem um incentivo para cortar seus custos para que ele possa competir melhor. Replicar este tipo de transação bilhões de vezes por dia, 365 dias por ano, e eh assim que nossa economia funciona e cresce. Ou, ao menos, era assim que deveria ser.
     Agora, e a respeito de Capitalismo de compadres(interrogação) Vamos fazer de conta que o Governo queira comprar cereal. Mais especificamente, a Casa dos Representantes do Comité de Aquisição de Cereais eh encarregado da tarefa. Steve ainda vende por 4 dólares. Eu compro do Steve, já que ele eh o cara do preço baixo. Porem, o Comité de Aquisição de Cereais compra do Ted. E por que (interrogação)!!! Porque Ted fez lobby com o Comité. Porque a matriz de sua empresa eh do distrito do mandatário da Comissão. Porque ele contribuiu mais com a campanha eleitoral. Eh assim que o capitalismo de compadres funciona.
     E eh assim que acontece ao longo de toda a administração dos Governos - contratos restritos, subsídios para fazendas e industrias, programas de energia limpa, gastos com infraestrutura, habitação a preços acessíveis, vale-refeição, Medicare, Obamacare, taxa policial. Independente do nome bonito que escolherem, o capitalismo de compadres estará la.
     Capitalismo eh moral porque eh a premissa da troca voluntaria de grupos ou pessoas independentes - que aceitam o negocio somente por ele criar valor para todos. Capitalismo de compadres eh imoral porque um dos grupos - o Governo - suborna.
     Isto cria três problemas. Primeiro, eh injusto. Políticos estão gastando o dinheiro publico mas não para o interesse publico. Ao invés disso, eles recompensam amigos, apoiadores, ou eles próprios. Segundo, eh um incrível desperdício. No nosso exemplo de cereal, o governo paga um valor acima do que deveria. Em fato, isso eh um roubo ao pagador de impostos. Terceiro, políticos tentam quebrar a lei. Uma vez que os políticos se sentem livres para gastar o dinheiro publico para os próprios fins políticos.
     Então, o que podemos fazer a respeito(interrogação) Nossa primeira tarefa eh reconhecer que o Governo deve ter limites. Claro, deve existir autoridades para por parâmetros para a sociedade, que estabeleça as regras do jogo e as aplique. Porem, um Estado restrito limita os favoritos e a chance de que a igualdade seja mais justa eh mais certa.