A ECONOMIA COMO MEIO DE COMBATE A POBREZA
Artigo de Elias Alvarenga do Instituto Liberal de São Paulo
A pobreza é o Estado natural do homem, o homem é naturalmente miserável. Sem nenhum aparato tecnológico o homem sucumbe frente à natureza. O que aconteceu foi que a partir de algumas revoluções observadas a partir do século XII, um grupo que vai ser chamado de “burguesia”, conseguiu acumulação de riqueza. Como eles conseguiram isso? Por meio da acumulação de capital. Pode-se acumular capital a partir do momento que se produz mais do que se consome. Vende-se o excedente obtendo o que se chama comumente de “lucro”. É essa contínua acumulação do lucro que deu o suporte as duas grandes Revoluções industriais que proporcionaram ainda mais lucro que por sua vez, dá possibilidades de se avançar ainda mais tecnologicamente, obtendo-se mais lucro ainda, enfim, é um ciclo. Esse modelo, pautado no lucro, necessita da garantia da livre iniciativa. Ou seja, cada indivíduo que dispõe de um determinado bem de consumo necessita de total liberdade para fazer o uso que bem entender desse bem.
Uma alternativa a esse sistema anteriormente apresentado, seria o modelo que ficou conhecido como “comunista”. Nesse cenário os bens de consumo não seriam do indivíduo, mas de toda a comunidade, sendo o Estado o responsável por fazer a distribuição igualitária desses bens. O principal exemplo histórico que representa esse sistema foi a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, cuja economia entrou em colapso no fim dos anos 1970, ocasionado a vitória do bloco capitalista no que ficou conhecido como “guerra fria”. A razão pela qual a União Soviética sucumbiu, é que o modelo econômico por ela adotado, o comunismo, é inviável. Mises aponta algumas razões para essa inviabilidade, vou apontar duas de forma resumida:
1) O fim da iniciativa privada resulta em menos investimentos, o que diminui a produção.
2) Sem a livre concorrência, a qualidade dos serviços prestados diminui, arrastando consigo a qualidade de vida das pessoas.
1) O fim da iniciativa privada resulta em menos investimentos, o que diminui a produção.
2) Sem a livre concorrência, a qualidade dos serviços prestados diminui, arrastando consigo a qualidade de vida das pessoas.
Destarte, os liberais sustentam que o estado não deve atuar como um Pai, mas deve ser reduzido ao mínimo necessário. O adequado seria, portanto, o incentivo a livre iniciativa e ao empreendedorismo. No caso do Brasil, é evidente que precisamos abrir o nosso mercado para o empreendedorismo. O país tem a economia mais fechada do G20, e olha que já melhoramos muito. Nos governos de Fernando Henrique Cardoso e parte de Luís Inácio Lula da Silva praticamos uma economia um pouco mais livre e enfrentamos o período de maior crescimento da nossa história, chegando a ocupar a posição de 7° maior potência econômica do mundo. Todo esse crescimento econômico culminou, adivinhe só, na redução da pobreza. Tanto é que em 2014 o Brasil saiu do mapa da fome da ONU. Entretanto, laços econômicos infrutuosos têm impedido o Brasil de avanças mais. O MERCOSUL não avança e o Brasil fica parado junto com ele. Agora vem uma crise, que até natural, mas o governo, ao invés de atrair investimentos, os afasta, aumentando impostos. Será necessária uma maior liberalização da economia.
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